Potencialize Seu Cérebro

As decorrentes mudanças que ocorrem, quase que diariamente, na era tecnológica exigem que novas habilidades sejam potencializadas a fim de atender a demanda moderna. Treinar as diferentes habilidades da mente, além de manter-se competitivo, evita a deterioração em uma idade mais avançada.

Note que a força física é uma habilidade pouco requerida no mercado de trabalho. Com o avanço da maquinaria, grande parte dos ofícios giram em torno das habilidades mentais, de modo que desenvolvê-la é um benefício útil e duradouro.

A potencialização mental gira em torno de 5 temas específicos: pensamento lógico-matemático; memória; criatividade e pensamento lateral; planejamento e estratégia; e inteligência emocional. Prontos?

Entendendo a mente

A mente é o conjunto de atividades conscientes e inconscientes mantidas pelo sistema nervoso. São esses processos psíquicos que fornecem ao ser humano a capacidade de pensar. A mente vem sendo objeto de estudo de teólogos, filósofos e cientistas em geral há séculos, todos com o objetivo de entender mais sobre o pensamento humano. Ainda hoje, mesmo com os avanços nas áreas da neurologia e psicologia, não há uma única e precisa definição acerca da mente.

Atualmente, sabe-se que é o sistema nervoso, principalmente o cérebro, o responsável por arquivar e processar todos os dados que chegam externamente e internamente, a fim de produzir uma resposta satisfatória diante do ambiente em que se encontra. É o cérebro que filtra as informações que chegam pelos 5 sentidos e envia para a consciência ou guarda na memória.

O que vai, de fato, para a consciência, muito tem a ver com as habilidades adquiridas. A profissão, por exemplo, diz muito sobre que aspectos será analisado, pois cada ofício se encarrega de desenvolver certas habilidades mentais e são os sentidos os responsáveis pela captação dos dados.

Sistema nervoso

O sistema nervoso é um organizador e regulador das atividades conscientes e, junto com o aparelho endócrino, das inconscientes. Ele é dividido em Sistema Nervoso Central (SNC) e Sistema Nervosos Periférico (SNP). O SNC é constituído pelo encéfalo, cerebelo, bulbo raquidiano e outras estruturas menores, além da medula espinal. Suas funções são detectar estímulos; transmitir, armazenar e processar informações; coordenar os demais órgãos e sistemas.

Já o SNP é todo o conjunto de nervos responsáveis por levar informações de qualquer ponto do organismo ao SNC e vice-versa.

Neurônios

Os neurônios são os responsáveis por transmitir impulsos nervosos similares a pacotes de dados ao cérebro. Ele é composto por três partes: soma, axônio e dendritos. Um neurônio se comunica com outro por meio das sinapses que, nada mais são, do que transmissões químicas em que algumas moléculas (chamadas neurotransmissores) se desprendem com dados que serão recebidos por outro neurônio.

Quanto mais rotas e novas conexões estiverem disponíveis, mais rápida é a comunicação. Uma conexão é estabelecida quando há algum estímulo (um problema a resolver, a descoberta de um objeto novo etc). Seguindo esta lógica, pessoas que enfrentam desafios constantes fazem mais conexões quando comparadas a outras que possuem uma rotina pré-estabelecida com poucas mudanças.

O nascimento de uma criança é o momento em que há maior número de neurônios, porém as conexões são escassas. A cada novo conhecimento e descoberta, novas conexões são formadas.

Cérebro

O cérebro é o órgão mais importante do encéfalo, por deter a responsabilidade de processar as informações que chegam aos sentidos, assim como o controle, a coordenação do movimento, a linguagem, o conhecimento, a memória, a vontade, as emoções e o aprendizado.

O órgão é dividido em dois hemisférios, direito e esquerdo, sendo separado pelo corpo caloso, uma estrutura formada por fibras nervosas que possibilita a comunicação entre os dois hemisférios. Cada qual é responsável por determinadas tarefas, mesmo que um complemente o outro.

Há ainda quatro subdivisões do cérebro: lóbulo frontal, temporal, parietal e occipital.

  • Lóbulo frontal: responsável pelas funções intelectuais como o autocontrole, criação de estratégia, planejamento e ainda controla parte da linguagem.
  • Lóbulos temporais: Os dois são responsáveis pelo controle do ouvido e olfato, além de parte da linguagem.
  • Lóbulos parietais: constituem a maior parte sensorial do córtex, sendo responsáveis pelas sensações do corpo.
  • Lóbulo occipital: é responsável, principalmente, pela visão.

Cérebro feminino x masculino

É possível perceber diferenças entre os cérebros masculinos e femininos. Tais diferenças explicam algumas distinções perceptíveis entre os sexos. As mulheres apresentam maior irrigação sanguínea, o que explica algumas habilidades como facilidade para exercer inúmeras tarefas ao mesmo tempo; maior capacidade verbal e compreensão emocional.

Já os homens apresentam maior desenvolvimento da visão espacial e maior capacidade de concentração. É importante salientar que tais diferenças são mínimas e não taxativas, posto que há mulheres com melhor visão espacial que alguns homens e homens com uma capacidade verbal mais desenvolvida que algumas mulheres. Cada cérebro é único e desenvolvido de acordo com suas potencialidades.

Fases básicas do desenvolvimento do cérebro

Cada fase desenvolve uma área do cérebro responsável pelo desenvolvimento de habilidades específicas.

Primeira: Inicia-se na 16º semana | Habilidade: Comunicação e interação com outras pessoas;

Segunda: Inicia-se aos 6 meses | Habilidade: Desenvolvimento motor e linguagem;

Terceira: Dos 5 aos 7 anos | Habilidade: Leitura, escrita e compreensão dos números;

Quarta: Dos 11 aos 14 anos | Habilidade: Controle emocional e administração dos seus recursos intelectuais;

Quinta: Inicia-se até o fim da adolescência | Habilidade: Aproveitamento de tudo que foi aprendido anteriormente.

As habilidades próprias de cada etapa podem desenvolver-se em qualquer outro momento da vida. Por exemplo, uma pessoa pode aprender a ler em qualquer idade, porém terá mais dificuldade do que uma criança entre 5 e 7 anos, pois este é o período em que a zona específica que corresponde à leitura e escrita possuem atividade mais intensa, favorecendo o aprendizado.

Pensamento lógico-matemático

O pensamento lógico-matemático é um processo realizado pela mente humana cujo objetivo é elaborar, a partir de dados conhecidos, uma conclusão. Segundo pesquisas feitas pelo pedagogo Jean Piaget, há dois tipos de conhecimentos:

  • Conhecimento físico: é adquirido por meio da experiência direta e da interação com o ambiente.
  • Pensamento lógico-matemático: ele não existe por si mesmo na realidade, a não ser na mente das pessoas que o constrói. O pensamento lógico-matemático está presente no nosso dia a dia, ainda que não de forma consciente. Todas as decisões que tomamos, como, por exemplo, “vou levar o guarda-chuva porque vai chover” estão relacionadas com o tipo de pensamento em questão. O pensamento lógico-matemático envolve habilidades como: observar, analisar, sintetizar, comparar, classificar, ordenar, generalizar, relacionar e raciocinar.

A memória e a atenção

Entende-se por memória a capacidade de armazenar informações e percepções. Tal processo é realizado graças às conexões feitas pelos neurônios por meio das sinapses, podendo ser armazenado qualquer dado que chegue à consciência. No entanto, não há um local físico específico que possa ser delimitado para a memória, estando, na realidade, disseminada no sistema nervoso.

Enquanto que uma região do lóbulo temporal é responsável por armazenar recordações da infância, a região central do hemisfério direito armazena o significado das palavras e entre o lóbulo parietal e temporal estão os dados obtidos na aprendizagem. Já os lóbulos frontais dedicam-se à organizar os dados recebidos e à estruturar o pensamento.

A maior parte das descobertas envolvendo a memória ocorreu devido à análise de pacientes que sofreram algum tipo de lesão cerebral. Dependendo da área afetada, percebeu-se que algumas pessoas não lembravam dos dados relacionados à infância, enquanto outros esqueceram o significado das palavras.

Sem a memória, não seria possível a aprendizagem, pois sem recordações das experiências não haveria uma evolução das habilidades da linguagem, do manejo de ferramentas, da realidade que nos cerca etc.

A memória se baseia em 3 processos bem definidos: registro (algo deve ser, primeiramente, percebido pelo cérebro e filtrado para permanecer ou não na consciência), armazenamento (o que é, de fato, fixado na memória) e recuperação (nada mais é do que recordar uma informação).

Os tipos de memória

  • Memória sensorial: capacidade de reter dados que chegam por meio dos sentidos. Neste caso, há uma grande capacidade de armazenamento, porém as informações são retidas por muito pouco tempo – média de 1 segundo. A memória sensorial opera fora do controle da consciência.
  • Memória implícita: é conhecida como memória de procedimento, pois está relacionada com os hábitos – assim como a memória emocional. A memória implícita abrange recordações inconscientes. Por exemplo, para um adulto abrir uma garrafa de champanhe não é preciso esforço para lembrar o procedimento, já o mesmo não acontece com uma criança, que nunca realizou tal tarefa. Do mesmo modo, comportamentos como apertar a mão de uma pessoa que acabou de conhecer ou pedir desculpa ao esbarrar em alguém são aprendidos para se adaptar ao meio. Tal memória é construída ao longo da vida.
  • Memória emocional: faz parte da memória implícita, relacionada com as emoções. Por exemplo, o medo é uma resposta com base nesse tipo de memória, sendo totalmente independente da consciência.
  • Memória explícita: é o armazenamento das recordações conscientes, podendo ser acessadas voluntariamente. De modo geral, é possível relatar oralmente o que está ali armazenado, por exemplo, um livro que leu. Ela é construída pouco a pouco, à medida que se tenha contato com o ambiente. Por exemplo, andar de bicicleta. A medida que se exercita, a memória explícita aumenta.
  • Memória de curto prazo (MCP): recebe também o nome de memória operacional, pois a informação guardada é a que interage com o entorno. Os dados recebidos são armazenados por um breve período de tempo.
  • Memória de trabalho: fazendo parte da MCP, nela, são armazenados dados para tarefas imediatas. Por exemplo, a lembrança de já ter colocado sal na comida enquanto está cozinhando. O acesso a essa memória ocorre de forma muito mais rápida quando comparada à memória de longo prazo. Parece ter um papel fundamental na hora de aprender um novo vocabulário, pois é ali que fica armazenada uma palavra que se escuta pela primeira vez até ser transferida para a memória de longo prazo.
  • Memória de longo prazo (MLP): nela são armazenados dados como lugares que visitou, situações vividas, sons, leituras etc. A maior parte desses dados podem ser acessados voluntariamente, enquanto que outros podem ser conscientemente buscados a partir de exercícios que estimulem a recordação. Mesmo que a recordação não apareça imediatamente, é preciso apenas poucos estímulos para trazê-la à tona. Por exemplo, lembrar-se do nome de um vizinho. Algumas informações serão suficientes para recordar.
  • Memória visual e verbal: trata-se da recordação de imagens, sons, cheiros, sensações táteis e gustativas. O registro ocorre com maior eficácia quando são utilizados vários sentidos.

Pensamento vertical

É o pensamento que, frequentemente, usamos para solucionar um problema. O nosso cérebro foi educado para usar a razão e o pensamento lógico, tendo como características:

  • Move-se em uma direção definida;
  • Baseia-se na sequência de ideias;
  • Não admite erros nos passos intermediários;
  • Não aceita os caminhos alternativos;
  • Utiliza caminhos conhecidos e métodos previamente conhecidos;
  • Exige sentido comum;
  • Cria categorias fixas e imóveis;
  • Exclui tudo que parece não estar relacionado com o tema.

Trata-se de um pensamento importante, aplicando métodos conhecidos e comprovados. Porém, não é a única forma de pensar. Quando este falha, o pensamento lateral torna-se uma opção bastante útil, criando e inovando nas formas e métodos.

Pensamento lateral

O pensamento lateral – ou divergente – é um conjunto de técnicas destinadas a estimular a criatividade. Consiste em modificar conceitos e percepções com o objetivo de fomentar um novo olhar criativo frente às situações. A criatividade é útil não só para inventar coisas, mas para resolver problemas de forma mais efetiva.

Algumas das habilidades encontradas no pensamento criativo são:

  • Observação;
  • Análise;
  • Síntese;
  • Associação de ideias;
  • Comparação;
  • Ordenamento.

Algumas características do pensamento lateral:

  • Dá mais importância ao resultado do que ao processo;
  • É criativo;
  • Não se move em direção fixa;
  • Todas as ideias são válidas e devem ser consideradas;
  • Não exige correção de todos os passos;
  • Admite exploração do que é alheio ao tema;
  • Pode dar saltos.

Habilidades como análise, comparação e síntese também são próprias do pensamento lógico-matemático. Já as outras são mais próprias do pensamento criativo.

Com o pensamento lateral, é possível criar várias soluções para o mesmo problema, estando intimamente ligado às percepções e aos conceitos, posto que se baseia na mudança de um ou ambos.

Há formas comprovadas de estimular a mudança de percepção rumo a soluções novas e criativas.

Inteligência emocional e comunicação

São as emoções que determinam, em grande parte, nossa maneira de pensar e de nos adaptarmos ao meio social. A inteligência emocional pode ser entendida como um conjunto de habilidades baseadas tanto no reconhecimento de suas próprias emoções quanto nas alheias.

Está comprovado que pessoas com uma inteligência emocional alta são mais efetivas em seus trabalhos, sentem-se mais felizes e têm menos problemas de saúde.

As emoções atuam independentemente da consciência e da vontade diante de situações de perigo, constituindo um mecanismo de sobrevivência. Cada emoção serve para responder a um tipo de perigo. Cada ameaça produz – dependendo do grau da situação – uma descarga de hormônios e neurotransmissores na corrente sanguínea que modificam ou aceleram o funcionamento de certos órgãos e sistemas, preparando-os para enfrentar a situação.

Por exemplo, a resposta do corpo frente a ira é prepará-lo para a luta ao enviar um sinal às glândulas responsáveis por liberar catecolaminas e essas darão a energia necessária para o enfrentamento. Da mesma forma, são enviados sinais para as glândulas suprarrenais a fim de liberar adrenalina, provocando um estado de alerta.

Ao contrário, diante da felicidade, o organismo relaxa e o estado de alerta se reduz ao mínimo. Já frente a surpresa, um momento de quietude é preciso, primeiramente, para avaliar a situação e, para isso, os efeitos fisiológicos são o aumento do campo de visão e da qualidade auditiva.

Os órgãos que regulam as emoções são bastante primitivos. Ao perceber uma mudança no ambiente, eles a avaliam e buscam na memória experiências similares para emitir uma emoção adequada.

Autocontrole

É possível adotar algumas medidas que promovam o autocontrole:

  • Se está aborrecido, deve-se evitar lidar com os demais assuntos nos quais não há acordo.
  • Observar as pessoas ao redor e, quando falar com elas, procurar esquecer-se de si mesmo.
  • Quando algo o preocupar, evitar pensar nas consequências da situação.
  • Colocar-se no lugar dos demais e tentar compreender suas razões, mas a partir do ponto de vista alheio.
  • Prestar atenção aos gestos e posturas.

Observar os gestos promove uma maior compreensão das outras pessoas e de nós mesmos, aumentado o desenvolvimento da empatia. O conjunto de expressões e sinais que emitimos são determinados pela cultura e divididos em duas categorias:

  • Gestos corporais: realizam-se especialmente com as mãos, a cabeça, os ombros, os braços, os quadris, as pernas e os pés.
  • Gestos faciais: são realizados principalmente com os olhos, as sobrancelhas, a testa, os lábios, a boca e, em menor medida, com o queixo, o nariz e as maçãs do rosto.

Com exceção do rosto, a parte do corpo mais expressiva são as mãos. O significado de alguns gestos habituais:

  • Passar a mão no queixo – avaliando a decisão a ser tomada.
  • Pôr as mãos à frente, com as palmas para cima – denota sinceridade.
  • Apontar com o indicador – acusação.
  • Entrelaçar os dedos – durante uma conversa, denota autoridade, segurança no que se diz e, em algumas ocasiões, autossuficiência.
  • Esfregar as palmas das mãos – satisfação ou, em certas ocasiões, impaciência ou entusiasmo por começar uma nova tarefa.
  • Esfregar o olho – dúvidas, indecisão; sinal de que não se compreende bem o que está sendo dito.
  • Tamborilar com os dedos – um sintoma evidente de impaciência.
  • Roer as unhas – insegurança ou nervosismo.
  • Pôr as mãos nos quadris – pode ser um gesto de desafio, mas também de satisfação.
  • Punhos fechados – é um gesto de enfado.
  • Tocar levemente com as mãos o braço do interlocutor – a menos que se trate de um gesto compassivo para tranquilizar o outro, isso é feito para requerer o máximo de atenção possível.
  • Tocar ou puxar o lóbulo da orelha – denota insegurança.
  • Tocar ligeiramente o nariz – duvidar, mentir ou rejeitar algum argumento.
  • Tocar os lábios ao falar – é sinal de que a pessoa está mentindo ou de que não está muito segura do que diz.
  • Unir os dedos indicador e polegar ao falar – é um gesto de concretização que serve para enfatizar o que se está dizendo.

O tom de voz, as palavras usadas e a fluidez da fala são sinais verbais, enquanto que a postura se refere aos sinais não-verbais.

Alguns dos gestos mais comuns feitos com a cabeça:

  • Jogar a cabeça à frente e baixar a voz – confidencialidade.
  • Fazer um lento gesto de negação – quando se gira a cabeça de um lado a outro lentamente, esse gesto indica que o que se está ouvindo é inacreditável, anormal, inesperado ou terrível. É como se dissesse “Não posso acreditar”.
  • Inclinar a cabeça até embaixo – é sinal de que não acredita no que o interlocutor diz, ainda que em algumas situações também possa significar vergonha ou submissão.
  • Inclinar a cabeça até o ombro – abatimento e tristeza.
  • Olhar para cima – Quando se olha para cima, interrompendo a própria fala, é sinal de que está tentando recordar ou recriar interiormente uma cena ou que busca uma solução, ou uma maneira melhor de explicar o que se fala.
  • Mover a cabeça de um lado para o outro – significa que se está parcialmente de acordo com o que diz o interlocutor, ainda que existam pontos nos quais não há consenso.

O rosto é, sem dúvida, a parte mais expressiva do corpo, envolvendo, principalmente, a boca, a sobrancelha e os olhos.

Algumas expressões comuns:

  • Desconfiança – os olhos estão semicerrados e o cenho, levemente franzido. Este gesto também pode denotar dúvidas.
  • Impaciência – inchar as bochechas e deixar escapar o ar pelos lábios, franzidos ou relaxados.
  • Surpresa – os lábios se entreabrem. A abertura é proporcional ao quão surpresa esteja a pessoa. Em algumas ocasiões, os dentes superiores mordem o lábio inferior.
  • Aversão – as narinas se fecham e a nariz se enruga no típico gesto de asco.

Da mesma forma que estados interiores se manifestam de diferentes maneiras, o ânimo e o humor podem ser modificados diante de uma postura ou expressão. Por exemplo, manter as costas retas, além de mais saudável, promove maior energia. Relaxamento, exercícios de respiração (principalmente no caso da ira) e atividades físicas auxiliam de forma positiva.

Capacidade de planejamento e estratégia

A capacidade de planejar é uma habilidade intelectual cujo objetivo é fixar uma meta e estabelecer os passos necessários para chegar nela. Há diversos tipos de planejamento:

  • Análise sequencial do passado: consiste em fazer um estudo do que ocorreu anteriormente, incluindo os passos dados, para aplicar futuramente diante de uma situação similar.
  • Planejamento para o futuro: é necessário levar em consideração dois fatores: importância e urgência. Com isso, faz-se uma lista com as prioridades. É importante ter certa flexibilidade frente ao planejamento, pois a trajetória requer mudanças e adaptações no plano original a fim de aproveitar oportunidades e desviar de dificuldades.

Alimentação e sono

O estilo de vida, o sono e a alimentação incidem notoriamente no desenvolvimento das capacidades mentais. As horas diárias de descanso são essenciais para que o cérebro consiga criar novas conexões. O maior inimigo do desenvolvimento mental é o sedentarismo e uma vida rotineira.

A glicose é a principal substância do cérebro, podendo ser obtida por meio dos cereais, das frutas, legumes e laticínios. Tais alimentos são essenciais para que o cérebro tenha energia para funcionar adequadamente.

Outros elementos como vitaminas, minerais, ácidos graxos e proteínas também são necessários, junto com a glicose, para a fabricação dos neurotransmissores. A composição química de cada um dos alimentos que consumimos incidem diretamente na construção de um ou outro neurotransmissor, por isso a importância de uma alimentação saudável e equilibrada. Desta forma, o funcionamento da mente é afetado de acordo com a alimentação.

Elemento: Triptofano | Função: Essencial para a fabricação da serotonina | Onde encontrar: Ovos, peixes, legumes, carnes, banana, queijo, leite, etc;

Elemento: Vitamina B1 | Função: Essencial no metabolismo dos carboidratos | Onde encontrar: Germe de trigo, soja fresca, peixes, alguns frutos secos, etc;

Elemento: Vitamina B6 | Função: Intervém na sinapse e forma parte da bainha de mielina que protege os neurônios | Onde encontrar: Gema de ovo, carne, fígado, peixes, laticínios, grãos integrais, etc;

Elemento: Vitamina B12 | Função: Essencial para diversas funções do sistema nervoso e da medula espinal | Onde encontrar: Vísceras, carnes, peixes, ovos, etc;

Elemento: Ácidos graxos essenciais | Função: Essencial para o funcionamento de todo o sistema nervoso | Onde encontrar: Azeites de sementes, abacate, frutas secas, óleo de fígado de bacalhau, etc;

Elemento: Ferro | Função: Produção de neurotransmissores | Onde encontrar: Ostras, mexilhões, vísceras, legumes integrais e frutas secas;

Elemento: Substâncias excitantes | Função: Estimulação do sistema nervoso | Onde encontrar: Café, alguns chás e chocolate;

Elemento: Substâncias relaxantes | Função: Relaxamento do sistema nervoso | Onde encontrar: Flor de laranjeira, melissa, etc.

Descanso

Pesquisas atuais mostram que o sono é mais do que um período de descanso para repor energias. Além do relaxamento dos músculos e da respiração, dormir faz com que o cérebro transmita ondas distintas das produzidas quando está em vigília.

No sono REM, especificamente, as células nervosas do bulbo raquiano estão 40 vezes mais ativas. O mesmo apresenta o efeito reparador do sistema nervoso. É como se o cérebro separasse o útil do inútil, descartando o último e fornecendo uma limpeza. Pesquisas apontam que o sono tem participação ativa na consolidação da memória.

Privar-se do sono significa uma diminuição dos recursos intelectuais.

Conclusão

Diferentemente do declive físico ocasionado com o avançar da idade, o cérebro não deixa de crescer. Por isso a importância em mantê-lo ativo, em uma rotina com novos desafios, alimentação saudável e exercícios físicos. Um estilo de vida sedentário e um dia a dia sem novidades faz com que o cérebro não receba estímulos, logo, passa a experimentar um menor potencial.

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